segunda-feira, 5 de maio de 2014

Até onde vai o limite da publicidade?

Pegadinha no Shopping
 Chegar no carro depois de bater perna no shopping durante 1h30 - dentro do shopping você não vê o tempo passar e costuma fazer uma maratona sem perceber- e encontrar um folheto de "vende-se" no para-brisa do automóvel foi uma sensação desagradável.

O fato aconteceu comigo neste final de semana. Eu só queria  ir pra casa e acabei tomando um susto.

A minha primeira reação foi pensar que aquilo poderia ser uma brincadeira de criança , até o momento que olhei para o lado e vi que outros carros tinham o mesmo folheto grudado nos limpadores de para-brisa, nas portas traseiras e até nas placas.

Fiquei chocada!

De repente, o estacionamento do shopping tinha virado uma grande revendedora de carros usados. O choque durou apenas alguns segundos e acabou, quando ao virar o papel, descobri que se tratava de uma campanha publicitária que trazia -trocando em miúdos- a seguinte mensagem: Venda seu carro porque você vai precisar de mais espaço na garagem, já que o shopping está sorteando um carro em comemoração ao dia das mães.

Tudo bem, pode me chamar de chata. Mas, eu não gostei e não fui a única. Quem estava comigo também não gostou. Comentei com alguns colegas e eles também não gostaram.A campanha causou em mim, apesar de chamar a minha atenção, repulsa. Achei agressiva e fiquei incomodada, simplesmente, porque não tenho a mínima intenção de vender meu carro e muito menos participar desse sorteio.  Eu adoro o meu carro e detestei encontrar uma placa de "Vende-se" grudada nele.

Passado o incomodo, lembrei-me imediatamente da campanha de uma marca de sapatos que exibia a imagem de uma criança de batom vermelho, salto alto e bolsa feminina. Vocês lembram? A
propaganda foi proibida pelo Conar e saiu de circulação.  A imagem da campanha dos sapatos continua na internet, mas não vou reproduzir esse exemplo de mau gosto, até porque existem vários  outros exemplos de abusos e erros graves como esses, a gafe do Bombril é um deles, até o Governo Federal tentou intervir e apesar da campanha de ter sido modificada a marca Bombril ficou, literalmente, suja para centenas de pessoas. Dá só uma olhada no absurdo!

Em 2012, a Bombril lançou no programa Raul Gil a campanha “Mulheres que brilham” com uma peça que causou polêmica por ser considerada racista.


  É, cuidado senhor publicitário! Um efeito negativo pode durar muito mais tempo na cabeça do consumidor do que você pode imaginar, isso, sem falar no prejuízo do cliente. É a velha história : levam-se anos para construir uma boa imagem, mas basta um vacilo para destruí-la em poucos segundos.



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